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Foto: Zé Paulo Silva/Futsal Global

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Presidente do Modicus acusa FPF de ter dois pesos e duas medidas

No início de outubro o Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) condenou o Modicus com a sanção de três jogos à porta fechada e uma multa de 6 426 euros pela prática de quatro infrações, resultantes da inscrição do treinador Bruno Carmo nas fichas técnicas da Liga Sport Zone quando este não possuía o nível 3 do curso de treinador que era exigido, alegando que o clube de Sandim “agiu de forma livre, voluntária e consciente, com o propósito concretizado de ofender a lei e os regulamentos.” O Modicus recorreu da decisão para o Conselho de Justiça (CJ), dando como prova o facto de ter solicitado à FPF o regime de exceção para estes casos, e três meses depois este organismo resolveu reduzir a pena para apenas um jogo de sanção à porta fechada, que foi cumprido este sábado, diante do Fundão.

Após o encontro, que terminou com a vitória dos sandinenses por 4-1, António Quelhas não escondeu a sua indignação, em declarações ao Futsal Global, começando por lamentar o facto de os amantes da modalidade terem sido privados de assistir à partida. “Queria pedir desculpas, em nome do Modicus, a todos os nossos associados, simpatizantes e público em geral, que hoje foram impossibilitados de entrar no nosso pavilhão para assistir a um grande jogo entre o Modicus e o Fundão. É um dia triste para o Modicus e para a modalidade, que acaba por ser o bode expiatório na Federação Portuguesa de Futebol com este tipo de castigos.”

O presidente da coletividade sandinense não compreende o teor do castigo imposto pelo CD da FPF, lembrando que este não adveio de “desacatos no nosso pavilhão, com o nosso público. Este castigo tem a ver com a inscrição do treinador Bruno Carmo na época passada, que foi por nós comunicada em devido tempo à FPF, aquando da saída do treinador Emídio Rodrigues. O Bruno Carmo esteve como treinador principal durante quatro jogos e por esse motivo fomos penalizados porque não possuía o nível 3.”

António Quelhas deixou a garantia de que tudo irá fazer para “responsabilizar todos aqueles que desde o início do processo tentaram de alguma forma prejudicar o Modicus. Depois de ler o inquérito que foi feito no CD, o que dá a entender é que havia pessoas a quererem mandar o Modicus para a segunda divisão com este caso. Estou a falar do CD da FPF e de quem tem a responsabilidade de relatar os factos. E ao relatar os factos têm de ser ditas verdades e não mentiras. O que verifiquei é que existem mentiras no processo que foi desenvolvido desde o início”, sublinhou.

“Iremos recorrer a todas as instâncias, porque as pessoas têm de tratar dos assuntos de uma forma desinteressada e não podem, que é o que leva a crer, estar com vinganças, eventualmente pessoais”, acrescentou o presidente do Modicus, que responsabilizou depois a Federação pela partida ter sido disputada com as bancadas despidas de público. “O facto deste jogo ter-se realizado à porta fechada deve-se exclusivamente à FPF, que teve dois pesos e duas medidas nesta situação. A FPF abriu exceções a  outros clubes para treinadores que não tinham o nível 3 poderem exercer a sua função durante a época 2017/2018 e ao Modicus não deu o mesmo tratamento. Como tal, deve ser responsabilizada por isso. O Modicus pediu essa mesma autorização e até hoje não obteve resposta, inclusivamente isso está frisado no acórdão que foi feito pelo CJ da FPF.”

Por fim, António Quelhas deixou um desabafo: “Lamento que tudo isto se esteja a passar numa modalidade que queremos que cresça com lisura e com verdade.”

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